terça-feira, 2 de abril de 2013

A consciência mítica - Esquema do capítulo 2


(ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: uma introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 2009. 4. ed.)

1. Dois relatos míticos
v  A Filosofia é grega, nascida nas colônias gregas no século VI a.C.
v  O mito era uma forma de pensamento que existia antes da Filosofia, porém ela ainda existe no nosso meio.
v  Dois mitos:
Ø  Origem da noite – povos indígenas, maué, nativos dos rios Tapajós e Madeira.
Ø  Origem dos males – gregos dos tempos homéricos.
v  Mito não é lenda, fábula ou crendice.
Ø  “Na linguagem comum costuma-se identificar o mito à mentira”.
Ø  O mito é mais expressivo e rico e não desligado da vida.

2. O que é mito?
v  Mito – processo de compreensão da realidade.
Ø  O mito é uma verdade, resultado de uma intuição compreensiva da realidade.
Ø  O mistério é outro componente importante do mito.
Ø  Os mitos, muitas vezes, estão envoltos no sagrado, no divino, sendo de natureza sobrenatural.

3. Os rituais
v  Mircea Eliade – uma das características do mito é fixar os modelos exemplares de todos os ritos e de todas as atividades humanas significativas.
Ø  Os gestos dos deuses são imitados nos rituais.
Ø  O rito é a atualização do evento mítico.
v  Exemplos de rituais
Ø  Ritos de passagem – nascimento, da infância para idade adulta, do casamento, da morte
Ø  Ritos próprios de uma crença – cultos, cerimônias, oferendas, preces, templos, festas, objetos religiosos.
v  Transgressão do Tabu
Ø  Tabu – proibição, interdito.
§  Assume caráter sagrado.
§  O mais antigo é o do incesto.
Ø  Rituais de purificação
§  Expiação – sacrifício de algum animal ou homem/mulher

4. Teorias sobre o mito
v  Inúmeras teorias de antropólogos, filósofos, psicanalistas, historiadores.
v  As funções do mito
Ø  Explicam o mito pela função que desempenham no cotidiano da tribo, garantindo a sobrevivência e a tradição do grupo.
§  Exemplos: a origem da agricultura, a fertilidade das mulheres, o caráter mágico das danças e desenhos.
v  O caráter inconsciente do mito
Ø  Acentuam o caráter existencial e inconsciente do mito, como revelador do sonho, da fantasia, dos desejos mais profundos do ser humano.
v  O mito como estrutura
Ø  O mito como explicação e fundamentação das estruturas de uma sociedade/sistema.

5. O mito nas civilizações antigas
v  Nas civilizações antigas era componente importante da cultura
Ø  As religiões separaram sagrado e profano.
Ø  O poder era exercido pela classe sacerdotal. O soberano era um deus.
Ø  Teocracia.
v  Os deuses gregos
Ø  Civilização grega – constituída de diversas regiões autônomas, mas que possuíam a mesma língua e a mesma cultura.
§  A religião era politeísta.
§  Deuses eram imortais e viviam no Monte Olimpo.
§  Havia oferendas, sacrifícios e peregrinações aos grandes santuários.
Ø  Homero
§  Poeta ambulante escreveu as epopéias Ilíada (sobre a guerra de Tróia) e a Odisséia (a volta de Ulisses para casa após a guerra de Tróia).
§  As epopéias desempenharam papel pedagógico importante, pois descrevia a história grega e transmitia os valores culturais.
§  As epopéias também mostravam o herói que buscava a virtude.
Ø  Hesíodo
§  Poeta que escreveu as obras Teogonia (sobre a origem do mundo e dos deuses) e Trabalhos e os Dias (sobre o mundo dos mortais e sua organização).
§  Suas obras mostram o interesse pelo mito.

6. O mito hoje
v  O pensamento reflexivo teria decretado a morte da consciência mítica?
Ø  Positivismo – Augusto Comte – a ciência supera o mito
§  Cria o mito do cientificismo – a ciência como capaz de explicar tudo.
§  O senso comum, a filosofia, a arte, a religião não nega que o mito está na raiz da inteligibilidade.
§  Os mitos ainda persistem no cotidiano.
Ø  A permanência do mito
§  O mito ainda é uma expressão fundamental do viver humano, o ponto de partida para compreensão do ser.
§  Histórias em quadrinhos de super-heróis, luta do bem contra o mal (maniqueísmo); os conto de fada; as personalidades; na política que se direciona para os valores (virtudes) ou ainda em circunstâncias que se levantam falsos mitos.
§  O comportamento é cheio de rituais, religiosos ou secularizados; as manifestações coletivas.

7. Para refletir
v  Os mitos fazem parte da vida do ser humano, mesmo que em escalas diferentes, e apesar das críticas racionais que os legitimam ou rejeitam.

Um comentário:

  1. muito interessante este tema da consciência mítica, com toda essa roupagem muito próxima. até porque nossa relação de mito é, por vezes, muito voltada para o mundo antigo da Grécia, o que na verdade essa consciência mítica é também próxima de nós.

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